2018 ou Cavalo encilhado não passa duas vezes

Ricardo V. Malafaia     07/jan/2018                                                                                      

2018 (1)

São 518 anos de existência, sendo 196 como país independente e 129 como República. Não é pouco. Porém, raríssimas vezes a nação brasileira teve a oportunidade de mudar o seu próprio rumo. De mudar o seu próprio destino. De mudar a sua própria História!

Agora, em 2018, uma nova chance está posta à nossa frente. Contudo, uma questão determinante ainda não está devidamente clara. E ela não está relacionada aos maus políticos. Nem ao status quo, corrupto, egoísta e ineficiente. Eles são menos importantes. Opa! Como assim menos importantes? Não são eles os nossos principais algozes?

A vitória encerra segredos. Mas apenas um destes detém a chave do sucesso. Os grandes campeões têm nos ensinado que uma preparação vencedora é aquela que, conhecendo os pontos fortes e fracos dos adversários, concentra-se em si mesmo. E este processo tornar-se-á vitorioso se repousar na autêntica crença do seu próprio triunfo. Acreditar que o sonho é possível é a pedra fundamental das grandes realizações.

Silhouette of businessman against black wall. Idea concept

Sonhamos com um país mais desenvolvido. Mais justo e mais digno. Sonhamos com um país do qual possamos nos orgulhar. Sonhamos com um país no qual nossos filhos e netos possam viver felizes e em paz. Contudo, estes nossos sonhos só se transformarão em realidade se nos sacrificarmos. Se nos sacrificarmos por quem amamos. E pela nossa própria nação!

Dentro desta perspectiva, a questão capital passa muito mais longe dos nossos inimigos (sim, infelizmente os temos e não são poucos) e muito mais perto de nós. De fato, ela, que sempre habitou em nossas entranhas, nunca teve hora mais oportuna para encontrar sua redenção. A questão capital é: estamos à altura de nossa responsabilidade e de nosso desafio?

Sabemos todos que o poço dentro do qual nos encontramos atualmente foi escavado ao longo de décadas, de séculos, por governantes e elites inescrupulosos. E, cada vez que imaginamos que o fundo deste poço foi atingido, sempre nos surpreendem. Com maldade e determinação, cavam um pouco mais fundo. Infelizmente, não podemos mais mudar o nosso passado. Entretanto, podemos sim alterar o nosso presente. E reorientar definitivamente o nosso futuro!

O pesadelo de ontem e o sonho de amanhã estão separados pela oportunidade de hoje. Falsos líderes têm nos enganado e nos mantido sob o cabresto da ilusão. Em 2018, todavia, temos a grande chance de virar o jogo, relegando ao ostracismo e à cadeia todos os velhos políticos que nos têm roubado. Não apenas um ensino verdadeiramente de qualidade. Não apenas hospitais mais dignos. Não apenas um país livre de organizações criminosas. Não apenas o direito de ir e vir sem ser morto. Mas também roubado o direito de sonhar.

esperança

Nossa cidadania não pode ficar limitada ao voto. Ela é muito mais do que isso. Até chegarmos ao período eleitoral, devemos, de uma vez por todas, assumir o controle do nosso destino. Pesquisando, conversando, debatendo, abordando, reclamando, orientando. E, principalmente, dando oportunidade aos novos nomes. Novo não é certeza de bom. Mas se o antigo é ruim, a novidade poderá ser chamada de esperança!

Líderes não se escolhem. São escolhidos. Líderes não se acham melhores do que os outros. Creem apenas em melhor servir. Líderes não podem jamais ser questionados por suas condutas morais. Devem ser reconhecidos por todos como exemplo de caráter. Inclusive pelos próprios adversários.

Estamos assistindo, pela primeira vez em nossa história, criminosos poderosos serem presos. Isso é inédito! Embora forças nefastas procurem descredenciar quem os esteja punindo, o bem prevalecerá sobre o mal. Desde que os homens de boa vontade não sejam iludidos por ideologias. E que não acreditem em falácias, mas apenas naquilo que veem através da sua própria razão.

Termos metas e expectativas individuais e familiares para 2018 é maravilhoso. Mas de nada valerá cada uma delas se não transformarmos a realidade de nosso país. A individualidade tem mais brilho quando o todo é robusto. Nossas conquistas individuais podem não se sustentar se o coletivo não tiver solidez.

trabalho duro

Temos muito trabalho pela frente! Trabalhar pela educação de qualidade, pela transparência, pela eficiência da máquina pública, pela segurança, pela punição aos criminosos. Pelo respeito ao próximo e pelos direitos fundamentais. Pelo cumprimento dos deveres por parte de todos. E pelo inadiável apreço aos valores morais. Delegar estas tarefas somente aos governantes é mais do que comodismo. É ilusão!

Sabe-se lá quando teremos outra chance igual, como temos agora em 2018. Não a desperdicemos, pois cavalo encilhado não passa duas vezes. Talvez, somente, daqui a 50 ou 100 anos! Vamos servir a este país com dedicação e obstinação. País que é nosso e não dos nossos inimigos. Ironicamente, o poder destes reside na nossa absoluta omissão.

Se decidirmos tomar as rédeas do destino de nossa nação, não haverá quem possa nos impedir. Temos a chance única de mostrarmos às gerações futuras que estávamos à altura de nossos desafios. Não passemos para a História como uma geração que não entendeu o seu momento. Nem a sua responsabilidade!

 

 

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9 comentários

  1. Como sempre uma boa reflexão a altura dos tempos contemporâneos, com uma narrativa direta e objetiva dos rumos a serem tomados por nosssa sociedade tão decantara de mazelas. Parabéns amigo.

  2. Dá gosto ler um raciocínio tão bem elaborado… totalmente adequado à nossa realidade.
    Obrigado Ricardo, compartilharei com prazer!

  3. Primeiro a conscientização de que é possível. E segundo a mobilização. Por isso a atitude é tão importante. Obrigado Geórgia.

  4. Na verdade, é muito mais uma questão de sobrevivência do que de esperança. Assumir o controle real do destino da Nação não é uma opção. É a única, se desejamos dias melhores. Obrigado Cláudia.

  5. O problema do brasileiro é que ele cobra, mas não faz a sua parte. Acho que isso pode mudar, que estamos começando a trilhar um novo caminho, longo caminho! Vamos em frente!

  6. Ótimo texto Ricardo. Um alento ler uma análise da nossa realidade com uma visão de esperança. Vamos ver se nós brasileiros teremos a competência necessária para aproveitarmos o momento de crise para fazer um país melhor. Espero que sim. Um abraço.

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