A Tolerância e a Punição

Ricardo V. Malafaia     22/abr/2018

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Originária do latim, a palavra equilíbrio define um estado no qual forças divergentes, que atuam sobre um determinado corpo, ou ideia, compensam-se, fazendo com que os seus efeitos individuais fiquem temporariamente anulados. Por ação do equilíbrio, a vida pôde desenvolver-se em nosso planeta. E graças a ele, conseguimos, na maioria das vezes, mesmo diante de situações de estresse, manter o nosso autocontrole.

Dependendo das condições e qualidades envolvidas, este equilíbrio pode caminhar para a estabilidade ou a instabilidade. Geralmente, a distância entre uma e outra situação reside apenas no fator tempo. Contudo, nem todos os processos são autorreguláveis. Quando, por exemplo, ideias potencializadas por emoções são conflitadas, a instabilidade pede assento permanente. Não à toa a crise do Oriente Médio atravessa algumas centenas de anos.

Numa sociedade ideal, tolerância e punição seriam protagonistas normais no cotidiano atemporal. De forma sadia, estabeleceriam combates diários, seguindo as regras estipuladas pela Justiça e pela ética, tornando vencedoras outras eminentes figuras, como a harmonia e a ordem. Este equilíbrio assim se daria, contudo, numa ambiente onde o amadurecimento social e o espírito público definitivamente prevalecessem!

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Entretanto, cá nós estamos. E como outrora dito, o Brasil não é para principiantes! Vivemos perdidos entre falsos conceitos, usados e abusados em face dos inúmeros interesses. E assim sendo, a tolerância e a punição não fogem à regra. Os egoísmos e os desvalores têm, infelizmente, norteado os posicionamentos públicos e pessoais. E como vida invertida é o que temos, quando é para tolerar, pune-se. E quando é para punir, tolera-se.

Encontramo-nos num mundo claramente polarizado, no qual as inúmeras e seculares formas de radicalismo foram potencializadas pelo avanço das mídias sociais. Uma nova realidade, virtual e veloz, que expõe, contudo, velhas questões. E para um novo problema, uma antiga solução: tolerância como conduta e punição como limitação.

Este blog tem batido sistematicamente na tecla de que a nação está sendo intencionalmente dividida. Estimulando lutas ideológicas e de classes entre brasileiros, líderes partidários têm agido exclusivamente por interesses partidários e eleitorais. Suas atitudes egoístas e inconsequentes balizam suas ações, acirrando os ânimos entre irmãos e dividindo um país. Tais ações não podem ficar impunes!

Em recente julgamento, o inimigo número um do país, Gilmar Mendes, fez uma única afirmação que prestou, culpando Lula e o PT pelo acirramento do ódio na sociedade. É um fato. Entretanto, na prática, todo este ódio foi também alimentado pelos tantos políticos populistas que já nos governaram. Todos deram as suas efetivas contribuições, ao longo do tempo, para que esta divisão aprofundasse-se. Definitivamente, estes “líderes” precisam ser penalizados. Não se reparte um país assim, impunemente!

Na outra ponta, estão os cidadãos divididos. Vociferando entre si. Insultando o próximo. Famílias sendo divididas. Amigos afastando-se. E por quê? Pelos falsos líderes? Ora, quanta ingenuidade! É chegada a hora de dois afastamentos definitivos acontecerem: das velhas ideologias, de Esquerda e de Direita, e dos políticos populistas!

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Neste momento agudo da nação, a tolerância deve entrar em jogo. Na “Carta sobre Tolerância”, John Locke, considerado o pai do Liberalismo, defende o respeito à pluralidade de ideias e o direito à consciência individual. Definitivamente, irmãos não podem atacar-se. Se for para se travar um bom combate, que seja simplesmente no campo das ideias. E que os líderes desagregadores sejam definitivamente desmascarados, para o sossego da nação.

Os protetores do crime organizado alegam aos quatro ventos que hoje, no Brasil, ocorre uma “caça às bruxas”. Mentira! Mentira! O que acontece, de fato, é uma corrida contra o tempo para que erros capitais sejam reparados. E para que crimes de colarinho branco sejam finalmente punidos. Como já falamos anteriormente, cadeia não é vingança. É justiça e exemplo.

Enfim, numa sociedade que se quer avançar, tolerância e punição devem caminhar juntas. Para um Brasil ideológica e propositalmente dividido, o esclarecimento e a tolerância serão os agentes reaglutinadores. E para os responsáveis por esta desunião, e pela imensa corrupção, três exemplares punições: cadeia, recuperação integral dos valores desviados e desonra, . Nem mais, nem menos. Não há outro modo digno de reconstruir um país que pretende ser grande! Seu povo merece!

 

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