Da série “Reféns dos Ismos” – Marxismo disseminado que nos atrasa

Ricardo V. Malafaia     30/abr/2018

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Sim, temos sido uma nação refém de alguns ismos político-ideológicos . Doutrinas como Marxismo ou Neoliberalismo, governos impregnados de Elitismo ou Populismo e deformações como Oligarquismo, Fisiologismo ou Nepotismo têm afastado os reais valores que deveriam, de fato, sustentar uma verdadeira Democracia.

Infelizmente, não houve um só governo, federal ou estadual, que tenhamos tido após a redemocratização nos anos 80 que não tivesse um severo traço de alguns destes ismos citados. Em consequência, hoje pagamos um alto preço vivendo numa espécie de limbo social e político. Deveras triste! Mas, qual a surpresa? Enfim, Inês é morta e vida que segue. O passado não tem mais conserto. Mas o presente sim.

Neste artigo, vamos refletir como premissas marxistas têm prejudicado a nação, colocando em risco o nosso futuro. Primeiramente, o Marxismo adota fervorosamente o ideal, dos tempos de Maquiavel, de que “os fins justificam os meios”. Na verdade, Lênin sempre deixou claro que suas táticas e estratégias inspiravam-se na arte da guerra. E nesta seara, ao combater um inimigo, nada é mais importante que a sua aniquilação. De um jeito ou de outro, deve-se chegar ao poder. E uma vez lá, não sair jamais. Esta é a lógica marxista.

Dentro deste raciocínio, não é muito difícil entender que a Esquerda, ao assumiu o poder em 2003, tinha um projeto de perpetuação. Essa história de que a alternância de poder é saudável para a Democracia, em sua visão, jamais teve vez. Como disse certa senhora em determinado momento, “faremos o diabo para vencer novamente as eleições”. Dito e feito!

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E como fixar residência por décadas no comando de um país, sem dar margem ao “azar”? Ora, controlando as mais importantes variáveis. Internamente, em primeiro lugar, “comprando” a elite. Em paralelo, falando a mesma linguagem dos “intelectuais” e da cultura. Depois, controlando o povo, a imprensa e a máquina estatal. Naturalmente, sem se esquecer das suas fontes pagadoras. E externamente, apoiando governos que replicassem os mesmos métodos.

E assim foi feito. Estrategicamente, deixaram que os muito ricos abarrotassem mais os seus cofres, através de um processo criminoso de cumplicidade. Relativo à cultura, sabiam que quaisquer vozes dissonantes seriam “enquadradas” por seus pares “intelectuais”. Quanto à imprensa, fizeram de tudo para podar as suas asas, amedrontando-a com possíveis alterações na lei ou com corte de verbas dos grandes anunciantes estatais.

Ao povo mais simples, boas doses de populismo misturado com algumas conquistas. Aos jovens, doutrinação em massa nas escolas e faculdades públicas. Para controlar a máquina estatal, não tiveram o menor puder em aparelhá-la. E para se financiar, a Esquerda foi gulosa. Assaltaram nada menos do que a Petrobrás e os fundos de pensão. Está de bom tamanho?

E para ficar mais bonito, nada melhor do que unir forças no continente. Através das bases lançadas no Foro de São Paulo e da política bolivariana de Chaves mantida pela corrupção da Odebrecht, fechava-se uma estratégia de perpetuação de poder supranacional. E assim foi feito, interna e externamente. Tal qual a cartilha marxista ensina.

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Mas como se sabe, esta estratégia de poder deu certo até determinado momento. Por causa de um feliz encontro de situações (Lava Jato, delação premiada, Lei da Ficha Limpa, entre outras), iniciou-se a derrocada deste projeto. Apesar de seu declínio, entretanto, algumas daquelas ações iniciais ainda continuam produzindo seus efeitos. Como um vírus, o Marxismo ainda age de maneira invisível, cooptando os que se mostram despreparados e produzindo perdas sociais e econômicas. Infortunadamente, este flagelo continua entre nós.

Um filhote do Marxismo que habita por aqui é o ódio que divide a nação. Isto faz parte de uma estratégia para unir a Esquerda. Enquanto estavam no poder, pregavam a paz. Quando perderam, começaram a chamar de fascistas e coxinhas quem clamava pelo combate à corrupção.

Da mesma forma, é tática a personificação do inimigo, mesmo que à custa da inverdade. Por isso, a cada acontecimento que lhes é prejudicial, suas lideranças vão à mídia e responsabilizam o Moro, a Globo e os EUA, chegando a beirar a comicidade. De fato, pensam que é mais fácil unir forças quando há um inimigo concreto, com nome e endereço. Uma velha tática usada por tantos inconsequentes. Como Galtieri ao inventar a Guerra das Malvinas para ganhar popularidade interna. Fez e se deu mal!

O Marxismo também prefere o confronto ao entendimento. E a ilusão ao esclarecimento. Ao alegarem, por exemplo, que a Esquerda está com as mulheres e negros, não se preocupam em saber se estes estão com ela. Se 70% da sociedade brasileira identifica-se com o Centro ou com a Direita, segundo diversas pesquisas, evidentemente que neste universo estarão dezenas de milhões de mulheres e de negros. O marxismo propõe isso mesmo. Os fins justificam tudo, inclusive confrontar, mentir e confundir.

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Continuando no reino da fantasia, chamam de grande reação popular a simples mobilização “paga” de alguns sindicatos. Batizam de adesão em massa da sociedade à nossa convocação de greve o criminoso bloqueio de estradas pelo MST. Todo este circo da ilusão inspira-se, novamente, na velha cartilha marxista.

A mesma visão também tem pé bem fincado nas ações do quanto pior melhor. Lembram-se de quando o PT, antes de assumir o governo em 2003, era oposição e obstruía todas as medidas do então governo alegando que prejudicariam a população? Apesar desta postura implacável na ocasião, muitas destas mesmas medidas foram depois adotadas quando assumiram o poder. Na prática, isso quer dizer que sabiam o que era melhor para o país. Mas entre apoiar o “inimigo” e beneficiar o país ou prejudicar ambos, sempre preferiam a segunda opção. A aposta no quanto pior melhor também é a cara do Marxismo.

A ideologização de alunos e alunas nas escolas, igualmente fruto da estratégia marxista, ganhou impulso na grande quantidade de professores que, por aqui, simpatizam com a Esquerda. Felizmente, contudo, existem movimentos que se opõem à irresponsável ideologização de nossos jovens, como o programa Escola sem Partido. Promover a discussão da cidadania com isenção e responsabilidade é uma coisa. Mas impor uma única visão ideológica, violando a liberdade de consciência dos indefesos jovens é outra. Um crime!

O Brasil é um dos países mais desiguais do planeta. É fato. Portanto, levar justiça social à maioria da população deve ser prioritário para os próximos governos. Como fizeram os países da Escandinávia, por exemplo. Contudo, diferentemente do que muitos pensam, aqueles países nunca foram socialistas. Afinal, ao contrário de Cuba, detêm os mais altos índices de liberdade econômica, de mídia e humana. Do Marxismo, Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca nunca sentiram sequer o seu odor. Não é por acaso que abrigam, segundo pesquisas, os povos mais felizes do mundo.

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Sendo bem prático, o Marxismo não deu certo em lugar nenhum. Se a lógica continuar triunfando, depois da experiência aqui vivida, continuaremos livres deste mal na forma de governo. Mas, como vimos, parte dos seus efeitos ainda continuam permeando e prejudicando a nossa sociedade. Devemos, pois, ficar atentos e promover a transformação destas mazelas em opções mais conectadas com um novo mundo, onde liberdade, transparência, honestidade e justiça social deverão caminhar juntas e em equilíbrio. Assim seja!

 

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3 comentários

  1. Excelente artigo. É mesmo um roteiro do que de fato vivemos no Brasil e observamos em contextos da América Latina.

  2. Uma triste e fiel analogia da esquerda no Brasil e no Mundo, fazendo-se enxergar a triste realidade pra onde Marx abriu uma estrada e seus fiéis seguidores caminharam; para o radicalismo, o ódio, a intolerância ao controverso, a violência, até chegar à luta armada e sobretudo a difamação do nome de Deus e nós, seus seguidores. Parabéns por essa análise.

  3. Excelente artigo, hoje aniversário de um dos maiores malfeitores da humanidade.
    E esse artigo parece que “comemorou”.
    Se Marx não tivesse nascido talvez não tivesse havido Stalin, Lelin, Mão Tse Tung e tantos outros.

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