Passado, em cinzas. Democracia, esfaqueada. Povo, encurralado!

Ricardo V. Malafaia     10/setembro/2018

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Definitivamente, chegamos ao fundo do poço. Não há mais lama a ser escavada. Toda ela já se encontra sobre as nossas cabeças.  Subjugados gradual e impiedosamente por nossos inimigos, acostumamo-nos a viver sob cabresto, assistindo às mais revoltantes inversões de direitos e de valores. Fato é que o momento da decisão bate à porta de nossa razão. Ou rompemos de vez com este nefasto status quo ou aceitamos de forma passiva que transformem o poço em cova, para sermos devidamente enterrados vivos.

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Após décadas de frustrações, possivelmente atingimos os confins do suportável. Em apenas cinco dias vivemos dois episódios que, de tão dramáticos, foram noticiados nos quatro cantos do mundo. O incêndio que destruiu o Museu Nacional no dia 2 e a tentativa de homicídio do candidato mais bem colocado à corrida presidencial no dia 6, véspera da comemoração de nossa Independência, escancararam de vez as penúrias moral e social em que estamos submersos.

Verdadeiramente, o momento é de rompermos com todas as forças que nos têm esmagado. Em pouco mais de três décadas, PMDB, PSDB e PT revezaram-se no dilaceramento do tecido social, cada qual jogando com as suas próprias regras e objetivos. A atuação dos tucanos faz lembrar uma das máximas de um antigo humorista: “De onde menos se espera, daí é que não sai nada”. É ou não a cara do PSDB?

Quando estão no poder, PMDB e PT invariavelmente deságuam em cleptocracias. Mais pragmático, o PMDB sempre usa o poder apenas para individualmente roubar. Mais dogmático, o PT usa o roubo para, no poder, coletivamente se perpetuar. Percebem? Apesar dos diferentes estilos, não passam de gangs do crime de colarinho branco. E por estes três partidos fomos alternadamente traídos nos últimos 30 anos.

Mas os políticos canalhas não são os nossos únicos inimigos. Neste ponto, o problema é mais embaixo. Afinal, há 50 anos o Brasil encontra-se entre os 10 países mais ricos do mundo. Mas ainda assim, continuamos com um dos piores índices de IDH do planeta. Por quê? Ora, gravitando em torno destes malditos existem centenas de oligarquias que se acostumaram a ganhar muito dinheiro à custa de privilégios, facilidades e concorrências fraudadas. E devido a essa simbiose perversa, um povo pobre ironicamente vive num país rico!

Ao contrário do que muitos pensam, o Brasil não possui, na prática, uma economia capitalista. Mas de fato socialista, para os muito ricos. E justamente por isso a riqueza não circula. Só acumula, para estes poucos privilegiados. Vale ressaltar que o período no qual esse acúmulo comprovadamente mais se acentuou foi na era petista (e com a palavra, a classe artística)!

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A riqueza do país pertence a um fechadíssimo clube das oligarquias amigas. Seus membros apenas desejam que o baile da Ilha Fiscal jamais tenha fim. E, para tanto, contam com as essenciais ajudas dos seus arrecadadores, os políticos sujos; dos seus facilitadores, os legisladores e governantes vendidos; e dos seus magistrados protetores, incluindo quatro integrantes do Supremo Olimpo. Uma engrenagem que, de fato, está disposta a tudo para não largar o osso. Mais do que osso, um banquete, onde se utiliza somente garfos e facas de puro ouro. E facão, para situações extremas!

Contudo, como desgraça pouca é bobagem, este mecanismo que usurpa a riqueza da Nação possui também uma rede protetora que impede eventuais ataques. Este antivírus (para eles vírus somos nós) apoia-se em cinco pontos. Primeiro, a perpetuação da sofrível qualidade do sistema educacional. Em segundo, a continuidade do atual sistema eleitoral que impede uma efetiva renovação.

Em terceiro, a conivência da grande mídia acovardada e dependente das enormes verbas publicitárias estatais e da rolagem sem fim de suas dívidas. Em quarto, a manutenção da economia estatizada ao máximo. Afinal, se as pessoas não mais dependerem do governo, como continuar manobrando-as? E por fim, a disseminação de um marxismo cultural visando a dissolução dos valores fundamentais de uma sociedade, e levando à cizânia de uma Nação inteira. Historicamente, sabe-se que, para se perpetuar no poder, nada mais eficaz do que gerar o caos entre aqueles os quais se deseja subjugar. Simples não?

Em face da magnitude do desafio, como quebrar então este sistema que não aceita abrir mão de seus privilégios? Como demolir uma estrutura viciada que traz pobreza e morte à população? Estamos muito perto das eleições. E diante de nossos olhos e de nossas mãos poderá estar a chave da saída.

Escolher um novo governo que possa retirar as algemas da sociedade é a nossa obrigação. Devemos escolher alguém independente, com coragem de lutar contra os velhos poderes carcomidos que não mais nos representam. E que tenha o respaldo das Forças Armadas, instituição com o maior índice de confiança perante a população.

E por que tal respaldo é fundamental num ambiente democrático? Diferentemente do que aconteceu na Venezuela, onde os militares foram cooptados e comprados pelo regime sanguinário do amigo de Lula, as nossas Forças Armadas estão inteiramente preservadas. E prontas para absolutamente zelar pela nossa Constituição.

Uma verdadeira Democracia não comporta privilégios. Somente com fim deles, a riqueza distribuir-se-á. E é assim que se combate a pobreza de forma definitiva. Quaisquer outros caminhos serão efêmeros e de cunho populista.

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Já ultrapassamos a hora de eleger quem derrubará o amaldiçoado sistema. A guerra será dura, mas felizmente temos quem nos respalde. Vamos escolher quem possa transformar este sonho em realidade. Sabedoria, fé e pé na tábua!

 

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3 comentários

  1. Penso que o cerco cada vez mais está se fechando, temos muito pouco tempo para revertermos a situação criminosa em que nossa Nação se encontra. Como Gal. Augusto Heleno disse: “Corremos um risco muito grande de nos tornarmos um País Narcotraficante”. Dentro desta certeza, espero que o povo consiga eleger principalmente uma pessoa digna, que possa transformar essa Nação. Parabéns amigo.

  2. Nada é impossível! O Brasil está doente e o remédio precisa ser amargo. Tempos difíceis!

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